kalekela Paz

kalekela Paz

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

CASSETE SALVA PESSOAS


CASSETE SALVA PESSOAS
 Ora, os jemeias tinham vários tipos de estratégia para agarrarem pessoas para ir à tropa ou para as moças se filiarem na jura, organização femininas dos jemeias. Um deles é este: A partir de Agosto, quando o povo começa a trabalhar nas lavras, os jemeias paravam de rusgar. E assim, os bairros estavam calmos, e o povo trabalhava em paz. Até os que fugiam para Gabela, Sumbe e Luanda, áreas consideradas de "zonas dos Sabeus " (MPLA) „ voltavam para os seus bairros controlados pelos jemeias. Eles não voltavam porque gostavam de jemeias ou Sabeus; Eles eram pacatos cidadãos e trabalhavam para sua sobrevivência. E assim faziam, não somente os do Kwanza-Sul, os de Benguela, Bié e outros pontos de Angola faziam o mesmo. Os jemeias não rusgavam, durante os três meses de "niminó” (Semeaduras, sacha e capina). Nesse caso, as pessoas enchiam os Bairros e os trabalhos nas lavras iam de vento em poupa. E o povo esquecido, estava em paz, porque nenhum soldado jemeia passava no Bairro incomodar gentes,  senão  pedir comida para a tropa.
 Mas, de Janeiro à Agosto e quando os mantimentos já estão prontos para a colheita, os jemeias começam a rusgar porque os Bairros ficam repletos de gente e assim, os soldados conseguem apanhar muitas pessoas e enviá-las para longe da família; e foi o que aconteceu; Avô Enviado estava no Bairro Capunda e estávamos em Fevereiro de mil novecentos e noventa e quatro. Menezes Godinho tinha ido à Kibala visitar sua mulher e buscar Yola, a filha dele. Avô falou com Zito e Beto para que entrassem na casa Kalekela à fim de gravar umas cassete de hinos de louvor, como era o costume dos Kalekela. Beto e Zito, com as quatro meninas entraram na casa Kalekela. Naquele momento surgiu um batalhão de tropa jemeias e cercaram o Bairro todo. O batalhão estava dividido em três e o primeiro grupo estava na pedra da Capela Católica, olhando para classe onde estava Avô Enviado. Um dos jemeias entrou na classe e olhou pela janela da casa Kalekela para ver se tinha alguma pessoa escondida lá. Mas o protetor dos filhos do Deus Eterno fez com que o homem não visse ninguém. Mas as lindas moças que os jemeias procuravam estavam mesmo dentro de casa e também os moços que tinham forças para agarrarem em morteiro estavam com elas.
Beto porém, saiu de casa para cozinha conversar com a mãe Rita. Mas não conseguiu falar à mãe o que tinha lhe levado lá, porque o Jemeia que tinha olhado na janela da casa Kalekela o chamou e mandou que fosse à pedra junto aos outros apanhados. O soldado alegrou-se tanto com isso e disse:
“Que vitória! Os homens fortes que precisávamos estão aqui em Capunda! Agora já vencemos! Vamos embora, mas voltaremos amanhã.”
 Enquanto isso, Rita a mãe do Beto saiu rapidamente da cozinha e foi ter com Avô Enviado. Entrou no quarto sem pedir licença e gritou para Avô: “A pai, a Tatetu! Omoná yaya laye! Toka u mumbulule” (ó pai, nosso pai. O teu filho vai aí com os jemeias! Vem e salve-o, por favor.) Avô saiu depressa e dirigiu-se para a pedra onde estavam os apanhados e os soldados. O que estava em frente dos apanhados era Beto. E é para lá que Avô se dirigia. Avô Enviado e o irmão Ângelo falaram com o comandante do batalhão à favor do Kalekela Beto. Mas os outros apanhados e os soldados recusaram deixar Beto em paz; os outros tinham ódio dele. Avô explicou a situação do jovem Beto. Ele disse: “O meu Beto é doente e está aqui para ser curado. Ele também nos ajuda.”
O comandante quis deixar Beto ir com Avô em casa. Mas os soldados agitando ainda mais ao comandante, disseram: “Ó mais velho. Este homem é muito forte e já dá para pegar numa mochila com cartucheiras e um pé kapa eme. Como é que o mais velho deixa ir o homem? Isso não dá! Nós também deixamos nossos pais e casas.”
 Avô Enviado respondeu, baixando a cabeça: “ Ó irmãos e companheiros! Beto não está indo à tropa, não é porque gosta só estar em casa ou porque tem mulher. Conforme vocês estão vendo, o irmão já esqueceu a mãe e não sabe se tem pai. O pai e a mãe sou eu, e mesmo assim já somos tropas, lutando pela pátria, com músicas. Se o mais velho já ouviu falar do grupo Kalekela, cujo promotor e dono é Avô Enviado. Este grupo já atuou em várias províncias do nosso País. Mesmo na campanha eleitoral de 1992 o grupo tocou para apoiar os dois contendores políticos. Mas os Kalekela não têm partido nem religião. Eles são como a cruz vermelha Internacional, em tudo entram. Por isso é que o grupo Kalekela toca até na base do horizonte.”
 Quando o comandante ouviu as palavras do Avô ficou muito comovido e disse para os seus companheiros: “ Que humildade tem este menino! Que exemplo de coragem! Afinal no meio dessa arrogância e injustiça existe ainda justiça e honradez: No meio dos assassinos e desprezíveis como nós, existe ainda bons homens e valorosos. Só como este homem respeita os superiores, parece Jesus Cristo que respeitou os seus pais e amou ate as crianças. Agora pergunto: Onde está Avô Enviado? Eu já o ouvi dizer, a sua fama corre por toda a parte e até o nosso querido presidente o conhece. Onde está ele?”
 Avô Enviado respondeu: “Sou eu. Este que, com o meu comandante fala é mesmo Avô Enviado.”
O comandante perguntou, dizendo: “E tens ali uma das vossas cassetes?” Avô Enviado disse que tinha e mandou que o irmão Ângelo buscasse a mesma na casa Kalekela. Ângelo trouxe duas cassetes, a do grupo Kalekela e a do Pepé Kale, um músico congolês. O homem recebeu as duas, mas preferiu a cassete do Kalekela e agradeceu muito ao Avô Enviado. Dizendo assim à ele: “Ó meu Avô, meu mestre. Não me esqueças, por favor. Guia-me durante este tempo mau ate ao advento da paz. Fica comigo e não me deixes, só por causa dos meus pecados. Quando a paz chegar, quero ver o meu pai e a minha mulher e meus filhos. Tenho a certeza que assim será!” Avô Enviado respondeu-lhe, dizendo: “Seja feito conforme a tua fé.”
 Depois o comandante mandou soltar Beto e entregou-o ao Avô Enviado. Este porén mandou que Beto fosse com Ângelo até à casa Kalekela. Rita, a mãe de Dezanove e Beto Micael observava tudo à porta de sua cozinha e estava feliz quando viu seu filho à sair das garras dos jemeias.
 Cinco jovens levantaram-se da pedra e foram levar Avô para casa. Mas não voltaram mais para junto dos soldados jemeias. Já eram duas da tarde, hora limite para os jemeias ficar no bairro. Foi dada a ordem para o batalhão se retirar, e os três grupos foram juntar-se à casa do soba José Mambo. O comandante e os militares que estavam na pedra da Igreja católica, retiraram-se dali com toda pressa, esquecendo-se de que tinham deixado mais dez pessoas. Quando os dez apanhados viram que os jemeias foram embora, fugiram com as suas cordas para as lavras de Camboti. Mais uma vez a libertação estava nas obras da fé do Enviado, pois, com uma cassete, salvou pessoas e não deixou que fossem levados pelos jemeias.

ONDE E COMO ORIGINOU O KALEKELA

CAP9 ONDE E COMO ORIGINOU O KALEKELA
Avô Enviado habitou e trabalhou no Condé e Kibala, até que o Senhor Jesus deu-lhe o outro nome e fê-lo morar no seio de sua família Espiritual, mesmo já no Ebo.
O nome que lhe foi dado é Kalekela; original, Kalekela começou assim : Avô Enviado estava assentado na sua cama, num pequeno quarto feito de adobos e coberto de capim como é tradicional na nossa banda. Naquela manhã fria de 20 de Maio de 1993, estando o Avô sentado apareceu-lhe o Ressuscitado e glorioso Jesus. Todos os que estavam com o Avô viram este fenómeno maravilhoso e perguntaram: _ “Avô! Mbepo iki ohi? Ú mbé nayi!” (Avô o que é isso afinal? Quem é este?) Eles pensaram que era um militar dos Jemeias e queriam fugir, porque viram uma espada na mão do aparecido. O Avô respondeu-lhes! “Não tenham medo, porque este não é Chimuco do Calongulo nem é o Assobio de Balas ou Camorteiro! Este é o Cristo glorioso! Ele é o Rei Messias antes morto, agora vivo e represente para nos elegeu para a sua obra libertadora e feliz.”
Então o Mestre respondeu e disse-lhes: “ Shemá! Escuta ó Israel da nova e eterna Aliança! Ouvem bem! Este Enviado de quem vós sois  amigos  e não conheceis e ainda é desprezado por vós, é meu tudo. Ele é Meu Joelho direito, minha mão direita com o qual eu seguro a minha vara de ferro para julgar e regar o povo.
Algum de vós pode perguntar; como é que Deus coloca tudo e todos os poderes nesse homem sendo Ele fraco e vil? É certo conforme vocês vejam ou vêem, Ele até mostra-se a vocês como um Cego como vêem, mas vocês vêem-no só e não sentem quem é Ele. Ele é meu, eu; é mesmo Eu sou e é minha espada com  qual ou firo o inimigo. Mas olhando vós para Ele, nenhuma formosura beleza e valor ancham nele. Isaías: 53-2-7. Mas é nele onde há tudo, bem e mal.” Depois disse ao Avô _ Tu és Avô e és Enviado, sim! Porque cumpriste já a obra do Enviado a evangelização.
Agora serás chamado Kalekela porque a tua missão é surpresa e andarás em toda a parte e o centro dos teus programas é Luanda e a tua morada será Ebo. Kalekela, porque não avisa quando vem e nem disse o dia da sua vinda. Já é vindo; mas ainda que veio não diz que veio; para deixar em confusão os que já estão confundidos há tempos. Eras Avô, porque eras apenas um observador, já que andavas sozinho em 1978 /1990, e quem cuidava dos filhos e outro. Agora És Pai; porque cuidarás todos os filhos tanto os que te pertencem. Como os que não são teus.
Serás chamado Kavunga Yahweh porque como a galinha esconde o pintinhos, assim Tu guardarás do perigo todos filhos. Terás teus e meus discípulos e serão chamados também os Kalekela porque trabalharão com o Pai e levarão o peso com o Pai.
Os Kalekela do Pai sucedem-se; isso é, começam  andar com o Pai como Kalekela, com 5 e 10 anos de idade e terminam quando casarem. Depois deste vêm os outros; mas o que cumpriu a missão e casou é sempre Kalekela e o filho do Kalekela é, e pode também andar com o Kavunga Yahweh até que cumpra os deveres de Cristo. Olha que, toda as gerações andarão com o Pai e serão seus filhos.O Kalekela começou agora.E aqui está a tua missão ó Kalekela.



O KALEKELA INICIO DA MISSÃO


CAP8 O KALEKELA INICIO DA MISSÃO
O Avô Enviado chegou com o seu irmão Ovelha ao Condé as 20.horas e encontrou o povo muito triste por causa da notícia do seu desaparecimento físico. Quando o viram ficaram todos assustados, e até não acreditaram, chegando ao ponto de dizerem que era mentira.
Mas Ele animava-os, dizendo: “Não fiquem teki meus filhos do Eterno Yahweh! Não há mal algum este é o inicio do capulo do Yah ainda haverá muito mais. Isso é para apanhar os que inspiram na carne.” Desde aquele dia, Avô morou e trabalhou no Condé e já era conhecido não só pelos crentes daquela área mas também pelos não crentes. Viajava do Condé a Kibala e vice-versa, até que Deus lhe deu autoridade para iniciar a grande e difícil missão o Kalekela. Mesmo vivendo naquela congregação o Avô já era conhecido pela sua obra curativa, artística. Ele não só curava os enfermos em nome do Mestre como também tocava e cantava e alegrava os que estavam tristes e doentes com a guerra que dia-à- dia os atormentava. Quando havia uma rusga dos Jemeias porque eram Jemeias que controlavam aquela banda; E se um dos cristãos ou muitos deles eram apanhados, o Avô ia mesmo disposto até a base deles e os livrava dali pois Ele tinha várias formas de salvar o povo era o início da missão do Kalekela.
Ele não deixava ninguém sofrer ou ser apanhado na rusga. Como dissemos atrás, o Avô Enviado tinha várias formas de salvar, em nome do Yah,os seus amigos. Adiante contaremos com toda  abertura, da vida e obras do Avô Enviado.

AS OBRAS DA FÉ DO ENVIADO


AS OBRAS DA FÉ DO ENVIADO
Depois de ter conversado com o Anjo de Deus, o Avô Enviado voltou para casa. De manhã cedo, foi ao tabernáculo orar às seis horas. Ali, encontrou os anciãos reunidos, orando, Avô sentou-se no banco de trás a espera a resposta para a sua tristeza. Quando os velhos pediram ao Espírito Santo para os exortar. Este, deu-lhes muito aviso mas o aviso em destaque foi aos jovens da classe do Kahumbi.
-“Não devem retirar-se do bairro.” -disse o Espírito; “porque os Jemeias têm planos de rusgar os jovens. O Espírito continuou: Os anciãos e conselheiros e dois Profetas têm que estar no tabernáculo, das 12.horas as seis da tarde a fim de impedir a vinda dos Jemeias ali. Então Avô Enviado pediu ao Espírito Santo dizendo:
-Ó meu Pai! Quero a minha resposta! Disse o Espírito: Não fique triste Vossa Majestade; porque não reinará o Rei ao novo Israel como o mundo quer. Isto é com violência servidão e corrupção. Mas as obras da fé do Enviado serão manifestadas ao mundo e os homens verão a gloria do Eterno e serão iluminados pela Luz dessas obras, o mundo ouvirá o nome mas não verá a própria pessoa senão os que o recebem e crêem no seu nome.
Sobre a questão dos que foram levados Ele disse: Estão sempre presos, mas eles virão. Então o Avô descobriu que era Miguel o Anjo. Ordenados pelo Consolador. Os anciãos escolheram Manuel Ngola e seu amigo para irem a base denominado de Horizonte a fim de verem os presos do Condé. Mas depois vieram com essa resposta: Ó Pai. Os prisioneiros já não estão lá. Procuramos por toda base e fomos ter com os mais velhos deles e com o Mateus Essunga e só disseram que não os viram mais. E por nossa surpresa, o chefe que os prendeu não está lá também!
-Graças a Deus! -exclamou tristemente o Avô Enviado. Mas o Pai Ovelha, o verdadeiro companheiro de luta do Avô e nosso também, animou Enviado com esta Boa Nova: -Eu vejo os antigos presos no bairro deles com suas bicicletas ó Pai! Já os deixaram! Assim as obras da fé do Enviado começaram a dar o ar da sua graça.
Avô agradeceu a Deus e ao Pai Ovelha por tudo de bom que ele fez. O que afinal o Espírito quis e ainda quer é isto: O Avô e pai devia ou deve permanecer com os filhos, sem deixa-los, nem um minuto sequer. Depois disso, saíram do tabernáculo e foram em casa do representante da igreja, o Agostinho Kimuizo (Ximica.) A casa do Ximica fora escolhida pela igreja para casa de visita. Avô e o pai Ovelha foram ali para almoçar; depois do almoço prepararam-se para regressar ao Condé-centro. Mas o representante e vidente da igreja, irmão Pedro Maurício Gomes corpo do Arcanjo Miguel, disse ao Avô: Meu Pai, meu Avô! Carro e cavaleiro do Israel novo! Não vai ainda sem nos dares a resposta certa. Virás novamente aqui visitar-nos ou não? Avô disse: -Ouça e diga ao teu povo no Ebo estas boas novas: Daqui virá o meu novo Nome que será conhecido por todo mundo, até por aqueles que jamais verão esta Caixa que é face. Nós estaremos vivendo aqui e o Espírito ensinador fará aqui a sua casa; Maravilhas curas libertações manifestar-se-ão aqui. Vós rejeitar-me eis e servireis á outro Pai que não é pai e não vos levará á lado nenhum; mas eu serei sempre o vosso Eterno Guardador, diz Deus.
Depois o Avô Enviado e o pai Ovelha despediram-se dos irmãos, prometendo visitá-los brevemente e viver com eles sempre.

As Viagens do Avô Enviado


CAP4 AS VIAGENS DO AVÔ ENVIADO
No Condé, o Avô Enviado não descansava; dia e noite Ele atendia á todos os que lhe solicitavam. Como era o tempo de guerra e os Jemeias eram os que controlavam as áreas de Kibala e Ebo, os Sabeus também tentavam reocupa-las. Ali, o povo de Deus do Condé Ebo viam em Avô Enviado a Arca de segurança o Pastor de Ovelhas e o Defensor de seu povo. Salmos: 27-1.
Quando chegava o tempo de rusgas de jovens tanto homens como mulheres para as fileiras militares dos Jemeias, o Avô era o mais solicitado pelos pais dos apanhados. Como os Jemeias apanhavam meninos e meninas para o grupo chamado “resistência Jemeia,” ou juvendude unida e resistente de Angola, Cada pai, mãe ou irmão do apanhado ou apanhada vinha ao Avô Enviado pedindo: −Ó Avô! Nós sabemos que tu és a Luz do povo de Deus, o Sentinela e o Pastor que nos cobre com as Asas do Eterno. Eis que o meu filho é apanhado! Vem, por favor e salva meu filho dos Jemeias!” Outros vinham á Ele dizendo: −Ó tu que guardas os filhos debaixo das Asas, para que nem os Sabeus, nem os Jemeias nos apanhe. Salmos: 91. Eis que a minha filha a tua amiga foi presa; Ele só dizia: −Estas orações são dirigidas ao Pai Eterno, não a mim se vocês têm fé, tudo é possível. Os vossos filhos e irmãos virão. E sem demora, eles vinham mesmo ás suas casas! As vezes o Avô ia buscá-los. Se estes demoravam, o Avô Enviado ia busca-los e trazia-os aos seus parentes. O Avô tinha muitos jeitos de tirar de lá os jovens: Se os Jemeias recusassem deixa-los, Ele levava a sua Harmónica na base deles e tocava, quando lhe pediam, divertia os Jemeias com música de vários artistas e com hinos da igreja. Mas quando tocava as músicas dos seus artistas e os hinos da juventude da sua organização partidária os “mais velhos ou chefes dos Jemeias ficavam muito admirados e perguntavam-se entre si: −Onde Ele menino tirou esta sabedoria? Onde estudou? Será que Ele é Jemeia como nós? Outros diziam:
−Ele estudou mesmo! Ele é o especialista! Outros negavam, dizendo: −Não! Como é que um cego lê, escreve e é um artista? Como é que sabe os nossos hinos? E houve grandes dissenções acerca dele. E é naquela atrapalhação dos mais velhos” da base e dos soldados que o Avô livrava os seus amigos do cativeiro. Como o Avô Enviado tinha muitos toques que ensinara aos amigos e um dele é: Tchovallo” e quer dizer: Tudo bom! Sem mácula!” E é com esses toques que Ele salva muita gente dos Jemeias. Enquanto eles dançavam e gritavam de alegria, o Avô dizia: Tchovallo! Quem conhecia o toque saia dali, sem problema, mas quem não sabia ficava! Quando os homens paravam de dançar, iam ver os seus prisioneiros; mas para a surpresa e desagrado deles, os jovens e meninas tinham escapado! Só os que saiam de longe é que se encontravam lá. Os Jemeias, bem agastados, perguntaram: −Ó Profeta! Diz-nos; onde foram os jovens?
Avô: −Não sei! Talvez o Deus deles os tomou!
Não fazia só isso no Condé centro, todos os bairros em que o Avô viajava sucediam essas rusgas e o Avô Enviado ia nas bases deles e tirava os seus amigos dali.
Porquê? Porque os Jemeias rusgavam ou kuatavam os da sua santa igreja e isso não agradava à Deus e ao Avô. O Avô Enviado não parou só no Condé centro, fazia visitas em vários bairros e aldeias onde havia as classes ou paróquias Tocoistas. Ensinando e fazendo cura aos enfermos e animando os cristãos fracos.
Só que Ele não pregava aos pecadores em cultos públicos para conversão deles, porque cumpria o que Ele encontrou na igreja. Ora, segundo o dito dos líderes ou velhos da igreja, o Tetra Isaías na sua partida, recomendara que nenhum homem ou mulher pudesse converter até sua volta. No Ebo havia dois centros pastorais ou igreja; Condé e Hengo. Tendo as seguintes classes ou paróquias; Condé centro Kahumbi, Cassequel, Kissuquila e Kambula. Hengo: Capunda, Buembwa, Kaquende-kunda, Esmirna, Onze e Galangue. Ali o Avô não faltava de visitar os irmãos daquelas classes.
Em Abril de 1993, Avô Enviado viajava ainda somente nas classes pertencentes ao centro Condé, até que em Junho do mesmo ano, mostrou-se aos habitantes dos bairros de cima, quando formou seu grupo; o Kalekela.
CAP5 A PRIMEIRA VISITA AO KAHUMBI
No dia 25 de Abril do ano do peso 1993 a irmã Madalena Kissinga, corpo do pai Mayamona veio ao Condé centro com um recado que ela dizia que era uma mensagem do Deus Eterno que dizia: −O Avô Enviado, o pai Ovelha, um secretário e duas meninas, devem ir em missão de serviço no bairro Hengo na igreja central!”
Mayamona habitava no corpo chamada Madalena do Kayango a mesma senhora vinha daquele bairro do outro lado do Nhia em visita a igreja do Condé. Quando o Avô soube da mensagem disse: −A minha hora não chegou ainda! Quem disse que eu iria á igreja do Hengo? Se é o corpo do Mayamona, aquele corpo não conheceu o programa que me trouxe aqui!
−Pai Ovelha! −disse o Avô ao jovem que acabava de entrar. −Estás disposto a ir a Kalengo?
Não estou. −respondeu Ovelha. −Mas vamos só porque já é programa! O Avô Enviado disse então.
Nisto veremos se é o programa do Eterno: Nós iremos até Panga; se não formos desviados para a direita ou para a esquerda isto é, se não formos á Kahumbi, ou Ndalambiri e irmos directamente ao Hengo, então o programa é do Eterno. Se formos desviados, o mesmo programa é o plano da carne.
E saíram juntos. A igreja escolheu o Almeida Alberto e corpo do Avô Enoque para secretário da comissão e duas meninas com 15 anos de idades; a Waika e a Laurinda, para acompanharem a comissão e dois corpos que levam o Espírito. O menino Da gama de 13 anos aproximou-se da comissão, vindo das suas brincadeiras na casa de Matamba, que também estava na comissão.  
Da gama gritou para o grupo: −Meu Pai Rei! Ó pai Ovelha meu irmão!
Eu gostaria de ir convosco mas esta viagem é da dúvida! A comissão não chegará ao destino! É da dúvida.
−Quem é que de entre nós tem duvida? −perguntou Ovelha.
 −Ninguém! −respondeu Da gama −Mas a missão é duvidosa.
−Deixem-no! −gritou o secretário; – O que este está dizendo não tem fundamento algum! É uma criança de nada!
 Montaram-se em bicicletas e foram, rumo á Panga. E o pequeno Da gama seguia-os, clamando: É da dúvida! É da dúvida! Essa viagem é da dúvida!”
Porque é que se usava só bicicleta, porquanto podia-se utilizar carros como meio de transporte mais rápido? Ora em 1993 a 1994 o país estava em guerra; uma guerra jamais vista desde que Angola se libertou dos seus escravizadores e tornou-se uma nação. Naquela altura não havia carro que circulava naquelas paragens, pois Micael ocupava aquelas áreas. Depois estava sob controlo dos Jemeias; é ali onde havia comida para as cidades. Os carros só andavam nas cidades onde os sabeus controlavam. Mesmo no Ebo, onde o Avô Enviado estava, era ocupado por Micael. Por isso é que os homens faziam das bicicletas carros para viagens mais longa e transportes também.
A comissão partiu, rumo ao Hengo. Mas apôs terem os eleitos passados á Diquita Avô Enviado disse ao grupo. Agora é que vamos ver! Essa viagem não vai bem!
−Porque é que não vai bem, ó Avô? −perguntou Almeida; −Será que acreditas nas palavras do menino Da gama?
Sim acredito −respondeu o Avô; −Mas não é só isso, desde que começou a nossa viagem não vimos nenhuma formiga preta, Zeu e já saltamos 3 filas de formigas vermelhas, as Quissondes; assim a viagem está teki.
Porque é que o Avô Enviado diz isto? Pois como vós sabeis, o Avô entende tudo o que os animais falam; e no tempo de guerra ou de tempestade, tanto o Avô como os Profetas do Yahweh, tinham um sinal. Se vissem no caminho uma ou duas filas de formiga bravas Zeus, ainda que tivesse ou não formigas quissonde, o tempo e a viagem estavam bons. Se vissem somente formigas quissondes em filas, ali tudo estava mal e isto é seguido até hoje.
Caminharam até chegarem no bairro Panga e como o Avô disse, e antes, o menino Da gama tinha anunciado, aconteceu mesmo! Encontraram no bairro um chefe dos Jemeias com o seu grupo; o homem chamava-se Bembua.
O Jemeia mandou-os parar e perguntou-lhes se donde vinham e para onde iam. 
E o secretário respondeu pela comissão dizendo: −Viemos do Condé centro e vamos ao bairro Hengo em missão da igreja.
 Com esta guerra? −ralhou o Bembua. – Ainda vós rezais? Não sabeis que os sabeus ocuparam a nossa área? Dai-me cá as bicicletas ou vamos todos! E era verdade. Estavam mesmo em guerra. Porque apôs ter arrebentado o Ndundo pôs eleitoral, os Jemeias, sob controlo do Arcanjo Micael ocuparam todo o município do Ebo e suas comunas, como também a Kibala das mãos dos sabeus sob comando do comandante Daniel, conforme profetizou Kavunga Yahweh. E no mesmo dia 25 de Abril em que o Avô Enviado foi enviado pela igreja do centro Condé á igreja do Hengo, Ebo é o mesmo dia em que os sabeus atacaram a comuna do Condé; e os Jemeias estavam retirando em debandada para os lugares de Balaia e Cassequel. O Avô Enviado desceu da bicicleta e foi ter com o homem que os mandou parar e disse-lhes:
Ó chefe Bembua! Por favor, não faça este mal á nós teus Servos! Deixa-nos passar e iremos a Calengo para cumprirmos a missão que Deus entregou aos seus discípulos …
 −Também? Irdes ao Kalengo pois! −ralhou o Jemeia; −Com essa guerra ó gente? Ou vós sois espias dos inimigos? Dai-me as bicicletas, ou mato-vos seus sabeus! E apontou a arma á eles. Avô respondeu: −vossa chefia! Quem domina hoje será dominado amanhã! Nós não somos espias do inimigo, como vossa chefia diz, e se tu dominas os homens quem é dominador do mundo dos homens? Bembua exclamou: −Ó dominador! Não é contigo! É com os teus companheiros que não querem ajudar-me. E eu os ameacei de morte. Avô Enviado disse: −Mais velho! O teu Deus vai ser Juiz entre eu e tu. Veremos quem errou!
 Um jovem guarda pessoal do mesmo Jemeia, saiu do grupo e veio até onde o Avô estava, saudou-o e disse-lhe: −Eu ouvi que és um artista do mundo e Rei da música. Agora não tens só uma cassete da tua igreja?
Bem dizes que sou! −exclamou o Avô; −Mas, não toquei ainda; tocarei depois do programa. Então o chefe Bembua gritou ao jovem: Deixa ali o dominador do mundo e vamos embora. Este homem é grande Profeta! O seu melhor discípulo é o Micael, do Kahumbi. Vamos! E começaram a andar. Os dois corpos vates Matamba e Moisés foram com eles á Balaia. O Avô Enviado entrou no bairro, muito indignado. Deixou o secretário em casa da mãe do Balú, a mãe Esperança; Avô Enviado e o pai Ovelha continuaram a viagem; não mais ao Hengo, mas ao Kahumbi. Foram sem a Harmónica, como era o costume, porque tinha ficado com a Waika. E não passaram por estrada mas entraram pela muphanda (bosque á dentro) andando em caminho atalho. No caminho o Avô amaldiçoava o plano daquele chefe mau, dizendo: Maldito seja a obra do chefe que tem pelo nome “paz” mas o que ele faz é só impiedade! Ele será derrotado; mas não deixará que o Arcanjo perca o comando por causa dele.
Enquanto Ele ainda falava, surgiu-lhe um velho com os seus quatro filhos jovens. Ovelha afastou-se do Avô Enviado, querendo fugir porque pensava que eram outros jemeias. Avô disse:
 Agora já és Pedro! Ó pai Ovelha? Se é ndundo é ndundo mesmo! Não tenha medo! Comigo estás seguro! Mas esses não são Jemeias! E era verdade! O velho aproximou-se deles, saudou-os e disse: -Avô Rei Dá Vida! Melhor é que vá a Kahumbi, salvar teus filhos. O Avô Enviado respondeu ao velho: -Na verdade por tu conheceres a verdade, ela te libertará. Mesmo nessa guerra ou na paz que vem, tu e os teus filhos viverão felizes e em paz.
A kahome akio ayi kia? (Os mesmos homens Jemeias já foram?) Perguntou ele.
Xó, maji tua xia kia ki ya longila oyima yó (não respondeu o pai Ovelha - Mas deixamos-lhes arrumarem as coisas deles. O velho e os filhos despediram-se do Avô. Medrosos e desconfiando andaram devagar; Pé no caminho e pé no capim, com medo dos Jemeias. Porem Avô e Ovelha foram apressadamente ao Kahumbi. E as 19h e 18m. já estavam na classe Tocoista do Kahumbi. O bairro estava movimentado. Ninguém tinha fugido para as matas; mesmo assim, os Jemeias consideravam aquela área como deles. Avô Enviado e o pai Ovelha encontraram ali muitos rapazes e raparigas conversando ou namorando; um desses rapazes é Zito Domingos, que depois tornou-se um discípulo de Yahweh e era o primeiro motorista do Avô Enviado Rei.
Então eles dirigiram-se a casa do representante da igreja, o qual os levou ao tabernáculo. De imediato, um fiscal da classe que vivia ali perto do tabernáculo, foi apressadamente em casa do dirigente de coro, avisar que se preparasse para com o seu grupo, receber a grande Pedra, Avô Enviado de Deus) Ali, apartaram-se um do outro. E passaram de casa em casa avisando o povo de Yahweh á ir ao Tabernáculo e encontrar-se com o Enviado. Cada responsável tratava o que lhe pertencia; enquanto o fiscal avisava os velhos (representantes) da classe e os Profetas, o mestre do coro enviava o seu grupo ao Tebe (tabernáculo de Deus) Meia hora, a classe estava bem movimentada, bem alegre e mais in” mais brilhante que a lua em quarto crescente; até desafiava o barulho medroso e feio de mussonguir (trevas do pecado) que se fazia no meio do bairro, por causa da guerra. Ora, quando se recebia visitas da igreja em qualquer classe ou centro, os representantes não se preocupavam assim como agora. Porque a igreja donde provinha o visitante saia uma carta ou certificado de visita; Ou os visitantes vinham trazidos de uma guia.
Mas este visitante era diferente dos outros. Não recomendou ninguém, não trouxera nenhum certificado ou guia, encontrou o povo desprevenido, pois ele vinha como um ladrão e não era conhecido por todos.
Toda gente alegre gritava na sua língua, dizendo: -Tuie tua keke Inviato! Tuie tua mungeke! (Vamos ver o Enviado! Vamos vê-lo! Todos entraram menos os que não pertenciam ao Tebe. Mas, para surpresa deles de pararam-se com uma coisa teki; os dois hospedes estavam tristes e amargurados.
Os representantes e corpos Proféticos da igreja, na classe do Kahumbi, estavam preocupados e aflitos, ao verem o Avô Enviado triste. Mas os jovens, não sabendo de nada, estavam somente interessados verem o Avô que um dia viram cantando e tocando na inauguração da casa do Lunga, O tabernáculo de Deus em Kibala.
Queriam ver o Avô que Pedro Maurício, o representante da igreja do Ebo vira e falara dele ao povo. O Avô, que era e é a Nova Caixa da Aliança Eterna, depois da antiga a de Isaías. Todos os jovens estavam preocupados e perguntavam se onde estava Ele. (py weti mbepo? Avô Inviado; yu in ó Yó?” (Onde está Ele? Perguntavam, é este o Avô Enviado ou é aquele afinal? Mostravam o Avô Ovelha) Eti nga, ó yu!” Parece ser este! -Diziam outros, apontando ao Ovelha.) Eles diziam isto; sabes porque? Porque Deus deu ao Enviado um Espírito e uma face que chama a curiosidade; ora quando alguém anda ou senta-se com Avô Enviado no mesmo sítio, a cara do mesmo muda e fica parecido com a do Enviado, e os que o vêem dizem que é Ele ou irmão dele.
Ora mesmo tu, se ficas com o Yahweh, todos dirão: É Ele! É irmão dele, ou ainda: são gémeos! Por isso é que todos os presentes naquela assembleia solene, se confundiam com pai Ovelha, pensando que era mesmo Avô Enviado. E isto continua a prevalecer aos homens até hoje. Começou então o programa de recepção de visita, como é o costume da igreja Tocoista. É o costume da igreja de Nosso Senhor Jesus Cristo no Mundo os velhos e os profetas darem o abraço Espiritual aos visitantes; mas com Avô Enviado não foi assim. Eles ajoelharam-se todos pedindo ao Avô que desse-lhes o poderoso abraço do Yahweh que dá saúde e vida em abundância.
O Avô, que é agora conhecido como o Pai nestas paragens, como faz-se participar também da nossa ignorância, perguntava-se a si mesmo se o que queria dizer aquilo. Com o pai Ovelha afrente, o Pai Rei abraçava á todos enquanto o coro cantava o hino da recepção.
Naquela mesma hora em que o Pai Enviado e o Ovelha davam o abraço a igreja, o Espírito Santo alerta os representantes: Pedro Maurício Gomes; Profeta ou Anjo Micael, Agostinho Viegas Pai Abraão, Manuel Pinto Daniel, António Cazombo Jeremias, e o secretário Manuel Mavó sendo eles os corpos mais importantes da classe, o Espírito disse-lhes: Aquele que vocês virem um pouco receado e quase desconfiando, é aquele mesmo, o Pai, a vossa Pedra do Ângulo, o Avô Enviado!” Os dois visitantes abraçavam á todos, até chegarem aos representantes que foram alertados pelo Santo Espírito; O pai Ovelha deu o abraço aos velhos. Eles alegraram-se em seus Espíritos mas não agiam como Profetas a não ser os jovens. Chegando porém, á vez do Pai, ao abraçar ainda um representante, alias, o primeiro, o Espírito desceu á todos, velhos e jovens. Todos estavam cheios do poder dos altos e profetizavam. Os corpos importantes da classe manifestavam assim o Pai: Este é o Pai, o Nosso Pai! Os filhos da Kibala chamam-no “Avô” Não se sabe se Ele é o Avô por ter netos humanos na vontade de homem. Se afinal Ele é Avô é o Eterno Avô; o antepassado de todos os Avós desde a criação do mundo, o justo Abel. Mas Ele é tão jovem para ser um Avô como o primeiro Adão.
Ele é Avô! Avô pelos seus feitos, pela sua sabedoria, seu cuidado para com os filhos. Mas também o Eterno Deus jamais é Avô ou padrasto. É Pai!
Por isso, bendito o que vem em nome do Senhor. Este é Pai, porque cuidará dos seus filhos Espirituais e naturais. Salva-los-a dos inimigos que nos rodeia nesse tempo teki de guerra, principalmente na nossa área, Ele escolherá seus alunos para trabalhar com Ele em pró da paz. Fará selecção de alunos em alguns bairros.
Virá com eles numa escola de coragem trabalhando no duro para trazer a paz neste país teki. E a paz virá, certamente! Depois, quando a paz estiver implantada no país, o Menino será desprezado e não será ninguém andará de cima a baixo. É o incansável trabalhador, mas os homens dirão que Ele anda disperso. Os seus filhos abandoná-lo-ão e seguirão á outros deuses e senhores e farão eleições e votarão aos seus deuses-homens que serão capitães que, segundo eles, conduzirão o povo do Egipto para Cannan e vencerão os Faraós! Mas eles se cansarão e o reino deles não irá avante. Ao fim do ano 2000, vai ser quebrado. Depois da intervenção do Espírito Santo, Foi dado o tempo, ou os representantes deram a palavra ao Pai Enviado.
Mas Ele não quis, pois estava tão triste e pesaroso; por isso deu o tempo ao pai Ovelha. Este agradeceu pela recepção feita a eles. Depois pela inspiração do Nosso Rei da Gloria, alertou o povo do Alfa e Ómega para os tempos maus do tempo teki que vem e deu-lhes bom ânimo, incutindo confiança aos filhos queridos do Alfa, dizendo: -Coragem, coragem filhos do Alfa! Não temais!” Vós já tendes o que os grandes e poderosos do mundo não têm, o vosso Redentor, aquele que vos dará a paz mesmo nesse tempo teki! Não tema pequeno rebanho. O povo ouvia atentamente e admirava, porque a voz era mesmo a voz que se ouvia no Lunga.
Os filhos do Alfa não estavam ainda satisfeitos, apesar de ouvirem as palavras de coragem do Nosso Rei na Caixa do pai Ovelha. Queriam ouvir mais do Pai.
Então o Pai Enviado levantou-se e todos aplaudiram. Saudou com a paz a igreja e fez saber a igreja porque da sua tristeza. Contou-lhes tudo o que aconteceu ao grupo que estava indo ao Kalengo Hengo, em trabalho da igreja. Ele disse: Os homens que estavam andando connosco, eram muito duvidosos e também são ainda muitos jovens, não ouvem o que o Espírito diz. Por isso, em vez do bem foram todos levados por Bembua. Ele disse que o secretário escolhido pela igreja do centro Condé para a comissão foi levado com eles, porque o programa não era mesmo do Yahweh.
Só ficou a Waika e a Linda, terminou Ele, -duas meninas escolhidas também para nos acompanharem. Então Pedro Micael, o representante e Profeta local disse á todos: -Isto é felicidade! É sorte grande! A pedra preciosa tinha sido enviada aos lugares mais distantes da nossa banda. Mas Deus viu que aquela igreja ainda é nova. O seu povo ainda não conhece o que é esta Pedra e o que é duro da Pedra. O povo precisa ser ensinado e educado na lei, só assim conhecerá o que nós conhecemos agora. Louvem a Deus por isso! Por enquanto ainda é nossa sorte, Amem.

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Avô na Kibala


AVÔ ENVIADO NA KIBALA
Enquanto isso, o menino que também se chama Avô Enviado, aquele que anunciou a vinda do Avô Isaías no Sumbe, apanhou uma carona e escondido no grupo de tropas que estava indo para o acantonamento, no Catofe Kibala. Avô Enviado sendo Ele o Enviado do Salvador, não parou pelo Sumbe; Ele também deu testemunho na Kibala e outras localidades sobre o Tetra e explicou ao povo quem era o Avô Tetra Isaías. Avô Enviado na companhia do Valentim Escrita, Nécas e Baptista Kaley, partiram para Kibala no dia 12 de Janeiro de 1992 e, deixando o Enviado que também é Avô no bairro Kathamba. Mas eles continuaram a viagem até Catofe, no centro de acantonamento; pois eram tropas das extintas FAPLA. Avô Enviado chegou feliz em Kibala e estava contente, porque tinha já saído daquela casa que só falam de coisas pagãs e a mesma família impedia os trabalhos do Avô para o Reino do Deus vivo.
Avô Enviado estava alegre, porque seria recebido pela família de Deus e a sua. Ele estava feliz já que considerava nesta futura família haver vida nova e paz. Ele via nesta família um pai e uma mãe divina, que Avô chama: Sé, minha Sé. Ele dizia: _ Agora estou livre! Já não verei mais aquela família que me fez sofrer desde menino. Já encontrei a minha Sé e meus irmãos. Se eu sofrer, sofrerei como bom soldado e serei mais que vencedor!
 Enquanto Avô estava pensando nisso, os Profetas do Rei dos reis e os filhos do Yah o viram, pois o Espírito do Eterno assim os mostrou; levaram-no a casa do representante da igreja Tocoista da DPM. Os anciões estavam preparando a casa ou tabernáculo, para o culto de recepção do Menino Avô. Os meninos e meninas contentes dirigiram-se para a casa do representante para ver o Avô.; eles comentavam que já viram o Avô Isaías, um grande Senhor e poderoso em palavras e obras e que tinha mesmo o ser de um Avô. Agora quem seria aquele Avô, que tinha o nome de Enviado? Um Menino pequeno de mais ou menos treze ou catorze anos de idade!” Será que Ele tem poder como o Avô Isaías?” murmuravam eles. Então o filho mais novo do representante chegou ao Avô, mas com medo de lhe falar. Depois criou coragem e veio até ele dizendo: _ Ó irmão! Porque é que estás tão triste? Vamos então descansar um pouco yá? O Menino Avô Enviado não respondeu, porque estava atendendo o alô celestial. Ele tinha uma régua de chapa de alumínio, com buraquitos; girando ele com um prego ou pau, o menino dava e recebia mensagem de Anjos e Profetas e ouvia a voz do Deus do Céu e da terra; que maravilha! Era espécie de telefone sem fios. Não era a primeira vez. O filho perguntou de novo
 _ Será que o irmão é Profeta como Avô Isaías? Avô respondeu:
 -Todos os Profetas estão aqui e eu sou o Joelho e a testemunha do Rei Messias que é o Profeta. O Profeta Isaías.
 O pai do moço que perguntava Avô, estava entrando em casa, vindo do santuário - Avô exclamou: _Olha Simões! O teu pai vem ai! Não me chateies!
- Qual é o nome do meu Pai? _ Perguntou Simões.
- Carvalho Joaquim. - Replicou Avô Enviado _ Esse é o nome de teu pai e Simões é o teu nome. Aqui há dois Simões; o teu xará e você. É neste carvalho que vou viver e com ele edificarei a minha casa. Nos dois Simões vou escolher um Simão; o menor será médico se continuar a exercer a fé no filho de Deus.
Todos os que viram Avô, ficaram admirados inclusive Simões, o perguntador.: _ O velho Carvalho que era também Profeta, estava cheio de Espírito Santo e, glorificando á Deus, deu testemunho do Menino á todos, declarando que o Menino era a voz da verdade e vida. Depois chegava a hora de recepção. Avô Enviado foi levado pelos Profetas ao tabernáculo onde na companhia dos anciãos e Profetas tocou e cantou melodias e hinos maravilhosos, alegrando toda igreja. Depois foi a vez de todo o publico ver e ouvir o maravilhoso visitante. Ali havia também pessoas de outras denominações religiosas e não crentes; o recinto que outrora era espaçoso, agora tornou pequeno com aquela multidão numerosa. O culto realizou-se fora do tabernáculo, mesmo com o chuvisco que se fazia naquela tarde, ninguém arredou o pé. Todos queriam ouvir as boas novas que vinha do alto pelo intermédio do Caixa que se chama Avô Enviado. Os Profetas operadores andavam de um lado ao outro, cercando todo povo da má ventania dos inimigos celestiais os Profetas pulavam daqui para li, afim de apanhar os feitiços que eram como bombas atirados pelos feiticeiros aos crentes. Era ou é a grande batalha que se trava na cidade de alma humana. Abriu-se o culto com o habitual hino Rei do Céu andará e efectuou-se as leituras bíblicas e de programas. Depois houve a cerimónia da recepção de visitas. O destacado visitante foi Avô Enviado. O Mestre do coro, na altura era o jovem António Diogo Augusto corpo do avô Pedro. O hino tem o seguinte verso… Hoje é o dia de receber Avô Isaías, Avô Enviado e os Profetas. Agradecemos, Amem.
Então depois da introdução do representante da igreja, dispensou-se o tempo ao Menino Avô Enviado; este foi abraçado pelos Profetas: Abraão e Pedro que o levantaram; ao vê-lo em pé, todos aclamaram com palmas e gritos de aleluia, e glorias á Deus. Os Profetas e alguns irmãos que não tinham Espírito, estavam cheios do Poder do alto e estavam inspirados! Alguns murmuravam dizendo: _ Kuku Inviato ua teke; mona huzu; mas wete liutena kuatundo kolo. Outros: _ muipala tazeliua! Mumbonge yeto, so ómongó muete ku menena, la Sandu xa Nzambi.
Isto quer dizer: _ Avô Enviado afinal é criança de nada, mas Ele tem o poder do Céu! Nós, os Kibalas somos bem-aventurados, porque é só na nossa Kibala que aparecem os Santos de Deus. Cristo está connosco.
Então Avô Enviado tomando a palavra, saudou o povo de Deus com a habitual frase: Paz igreja, igreja paz! Aos com sofredores de Mayamona; agradeceu primeiro a Deus e a igreja e disse: